REVISTALEPH REVISTA ALEPH PROJETOS E EXPERIÊNCIAS INSTITUINTES EDUCAÇÃO ENSINO FORMAÇÃO DE PROFESSORES

Histórico do periódico

A RevistAleph é uma iniciativa do Aleph: Programa de Pesquisa, Aprendizagem-Ensinagem e Extensão/UFF e desde do número 17 tem sido produzida em parceria com o grupo de pesquisa Devires da Educação na Baixada Fluminense: movimentos instituintes na formação de professores/UFRRJ.

 

Nosso trabalho resulta da ação compartilhada e solidária entre professores da  UFF e da UFFRJ, em integração com docentes da UERJ, UFES, UFMT, UNIFAP, UFRJ e de muitas outras Universidades Nacionais.

Inicialmente financiada pelo CNPq, já contou com apoio do PROEXT 2009 e 2011. Neste ano conta com o financiamento da PROPPi – UFF, por meio do Edital de Auxílio à Publicação e Editoração 2013.

A RevistAleph está agora em um sistema inovador que possibilita a navegação e sua leitura em diferentes equipamentos móveis e, usando o recurso Translation de tradução automatizada, pode ser lida em diferentes línguas.

Estamos completando 10 anos de existência com a mesma vontade política com a qual iniciamos nossas atividades. Não abrimos mão de navegar na contramão das euforias do sucesso rápido. Temos optado por uma artesania que amplia os diálogos com os pesquisadores, pareceristas e conselho científico. Esta arte de tecer o conhecimento tem nos levado a viajar na contracorrente da apatia ou da busca de portos seguros que nos limita a visão das passagens, dos caminhos plurais e das potencias que transbordam fronteiras ditas, por alguns, como intransponíveis. Em nosso deslocamento temos procurado nos ligar aos desafios de experiências e projetos político-pedagógicos com desejos de reinvenção dos processos educativos, dentro e fora da escola, que envolvem os ambientes, os discursos, as artes, as tecnologias, as ciências, as comunicações, as políticas e, portanto, nossas próprias existências e a estética que nos faz humanos. Enfim, a vida em todos os seus quadrantes.

Nosso principal foco está em divulgar artigos que dialoguem com as experiências instituintes. Célia Linhares nos ajuda a compreender o que vem a ser uma experiência instituinte ( http://www.uff.br/revistaleph/N10/index.htm). Ela nos pergunta:

Como definir o conceito de “experiência instituinte”? Esta reflexão nos leva ao encontro das contribuições de Walter Benjamin (1993) que apontam para o sentido das “experiências plenas”, que se traduzem por uma tessitura coletiva e pela possibilidade de abertura polifônica. A experiência instituinte se afirma como uma experiência comum, partilhada por um grupo, contrapondo-se desta forma a experiência pontual e fragmentada do sujeito isolado de seus pares. É uma experiência aberta, não se afirma como “símbolo”, com um significado unilateral, mas como “alegoria” por seus múltiplos sentidos e leituras. Podemos ainda articular este conceito ao sentido de “origem* em Benjamin, pois o instituinte. na perspectiva de nossa pesquisa, não se confunde com o “novo”, mas sim ê uma busca constante do movimento emancipador, movimento este que articula passado, presente e futuro. Contrapondo-se ao modismo e a uma reprodução estática do passado, a experiência instituinte sinaliza a densidade da experiência humana ao rememorar, recuperando, assim, o sentido de uma memória viva, pulsante onde o olhar para o passado potencializa o presente e nos ajuda na construção dos projetos de futuro, pois que é ancorada em uma memória que é capaz de prometer.